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Um novo jeito de construir

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Muitas são as ações sustentáveis promovidas nas últimas décadas, com o ideal de se fazer um mundo mais limpo e sem poluição. Tendência abraçada por empresas preocupadas com o futuro do planeta e que aproveitaram a “onda verde” da construção civil, a partir de sistemas construtivos limpos, rápidos e eficientes.

Um mercado já conhecido dos empreendedores brasileiros, desde a década de 1990, principalmente pela técnica de steel frame, utilizada no alicerce das edificações. E foi, justamente, otimizando o modo de produção, que a companhia catarinense Fischer decidiu ir além e investir na construção de casas de aço em grande escala.

De olho nas novas tecnologias, os diretores da empresa acompanharam em 2005 uma feira na Alemanha, onde conheceram materiais cujas características permitiam a construção de uma residência praticamente sem concreto. Ao novo produto foi dado o nome de Casa Modular.

Sustentada por paredes e tetos de poliuretano e aço galvalume – uma liga de aço composta por estanho, alumínio e níquel – o projeto apresenta elevado desempenho termoacústico, durabilidade e, é claro, a redução do tamanho e dos custos com o canteiro de obras, já que leva cimento somente na fundação do terreno.

O procedimento de montagem é relativamente simples, sendo que até em 48 horas é possível ter uma casa montada pelos técnicos da Fischer, diferencial que tem atraído consumidores principalmente pela velocidade da construção. Os estudos para a adaptação dos materiais às condições brasileiras foram bastante minuciosos. “Você não pode simplesmente pensar: tenho uma caixa, vou colocar janelas, telhado em cima e tenho uma casa”, explica Norival Fischer, diretor industrial da companhia. “Primeiro pensamos na condição estrutural dela e também na questão da umidade. Jána parte ecológica, a gente se preocupou que desde que não esteja tirando nada diretamente da natureza, estou contribuindo com a sustentabilidade do planeta”. O tamanho médio das residências sustentáveis da empresa é de 39,4m², com o preço na faixa dos R$ 32,5 mil. “O custo final entre começo, meio e fim fica entre R$ 41 mil e R$ 45 mil, dependendo da região, pois são necessárias complementações como louças sanitárias e fossa séptica, por exemplo”. Também há a possibilidade de outras metragens, de acordo com solicitação do cliente.

Expansão

Desde o início da produção, em pouco tempo, a indústria conseguiu boas colheitas no ramo da sustentabilidade. A maioria das Casas Modulares tem sido comercializada para os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Todavia, o projeto sustentável já foi vendido no Paraguai e na China. Também na Ásia, a indústria foi convidada a apresentar a iniciativa em uma conferência da Organização das Nações Unidas, na Tailândia, no ano passado. A Casa Modular ainda rendeu à Fischer o Selo de Mérito 2012 da Associação Brasileira de Cohabs, na categoria inovação tecnológica. Norival conta que “as construtoras estão vendo o grande ganho com a menor necessidade de mão de obra e a velocidade com o retorno do investimento”. O diretor da Fischer detalha que “para fazer uma casa de alvenaria são necessários cinco operários e 45 dias de trabalho. No nosso sistema a média é a fabricação de cinco casas em 45 dias, com a mesma quantidade de trabalhadores”. Norival revela que já está em estudo a inclusão de edifícios de até quatro andares no portfólio, num sistema semelhante ao da Casa Modular.

Joinville também está na vanguarda quanto à implantação das tecnologias “verdes”. A Perville Construções, com sede na cidade, é pioneira no sistema de coberturas “shed”, que proporciona iluminação e exaustão naturais. Parte da ideia veio da Europa, mas o segredo que dá o diferencial ao produto foi desenvolvido pelos próprios profissionais da Perville. Estudos esses muito positivos, a ponto de a companhia patentear a tecnologia.

“A mescla desse ‘shed’ com os elementos de policarbonato e de concreto pré-fabricados consegue proporcionar ao edifício a exaustão e a iluminação natural. Com isso, diminui-se o uso de condicionadores de ar e luz artificial”, explica Emerson Edel, diretor de operações da companhia.

As coberturas já saem prontas da fábrica e, se comparadas às construções tradicionais, o sistema diminui em até 6 graus a temperatura interna das edificações. Quanto à entrada de luz, mesmo em dias nublados, a luminosidade interna fica em torno de 500 lux, o que de acordo com o diretor da Perville é o suficiente para executar atividades comerciais e industriais.

A empresa ainda fabrica painéis de fechamento lateral, com isolamento termoacústico, que integrados à cobertura trazem ainda mais conforto ao ambiente. Outra prática sustentável é o aproveitamento da água pluvial, conduzida desde o teto, passando pela estrutura até chegar à fundação do edifício, onde fica disponível para ser utilizada. “Esses painéis são placas pré-fabricadas, com todo o conceito da construção industrializada, sem desperdícios e perdas de tempo. Eles também ajudam no conforto térmico, além do acústico, principalmente para as empresas que trabalham com muito barulho”, ressalta Emerson.

A maioria dos clientes da empresa é voltada ao setor industrial. Contudo, os produtos também podem ser utilizados tanto em edifícios comerciais quanto residenciais. E foi justamente pensando nessa aproximação com outros públicos que a Perville criou o Turismo Industrial. O projeto consiste em convidar os potenciais clientes a conhecerem as inovações da unidade e de outras companhias do complexo onde a fábrica está instalada, no Perini Business Park, considerado o maior condomínio multissetorial do país. Mais uma iniciativa para a difusão de ideias sustentáveis.

Crescimento sem cimento

Não é o maior que vence o menor, mas o mais rápido que ultrapassa o mais lento. Essa máxima reflete, de certa forma, a atuação da Artyflex desde sua fundação, há dois anos. A fabricante de produtos decorativos, como rodapés e rodatetos, utiliza elementos sintéticos como matéria-prima. Localizada em Gaspar, Vale do Itajaí, a fábrica tem capacidade produtiva de 100 mil metros lineares por mês.

Toda essa ideia de trocar a madeira por produtos artificiais também veio de fora do país, quando um ex-sócio da empresa trouxe dos Estados Unidos um rodapé de silicone, um material com preço ainda elevado. Aqui, os profissionais conseguiram criar uma mistura de E.V.A., mais resistente e com maior dureza se comparado às fórmulas tradicionais do composto, e o nomearam de sintético flexível. Um produto mais atrativo, sustentável e acessível. “A tendência é esse tipo de investimento crescer cada vez. A instalação é limpa, não faz sujeira e não se usa prego”, enfatiza Mauro Sérgio Pacheco, diretor da empresa.

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Por serem sintéticos e maleáveis, os acabamentos da Artyflex têm a vantagem de acompanhar as curvas das construções, além de também resistirem à umidade e ao mofo. Quanto ao crescimento da ainda jovem empresa, a diretoria da fábrica segue com o investimento em Santa Catarina, que segundo Mauro, está com o mercado em franco crescimento. Mas a intenção é expandir a atuação, uma vez que a Artyflex também conta parceiros em outros estados e já planeja vendas no exterior. “A maioria dos contatos de representantes e lojistas vem por meio da internet. Temos muitos acessos todos os meses em nosso site. Temos, inclusive, mantido contato com pessoas de outros países, principalmente de Portugal, para possíveis parcerias de exportação”, revela Mauro.

Artyflex Perfis Decorativos
Rod. Jorge Lacerda, 3500 – Poço Grande
Gaspar – SC
Fone: (47) 3332-5755
www.artyflex.com.br

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